"Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é o vestido...                                          Manuel Bandeira         Todos os homens sonham ou sonharam algum dia encontrar a Mulher ideal.             Mas como seria essa Mulher?       Mulheres reais, vivendo vidas reais. Mulheres com caráter, imaginação, disciplina, bom senso, humor, charme são particularidades que ajudam muito mais até do que dinheiro e beleza.     Estamos vivendo a celebração do requinte, a volta da mulher glamorosa, elegante e delicada, mas com distinção e simplicidade.     A silhueta contemporânea não tem nada supérfluo, a Mulher hoje tem de ser limpa, despojada de modismo e adereços que a tornem ridícula. Não precisa ser nenhuma Constanza Pascolato, mas o mínimo de bom gosto no vestir, ajuda e muito. Ela deverá ser elegante usando um jeans. Como disse Yves Saint Laurent, estilista francês, “uma mulher pode se sentir muito sexy no seu vestido ou no seu jeans, depende da mulher.”     Deve ter uma noção de prazer e disciplina, para estar realmente bem. Tem que ter um corpo bem tratado, viver ocupada, preocupar-se menos, ter um trabalho voluntário, ter estilo e aceitar os desafios da vida.      O que seduz em uma Mulher é a sua elegância, no falar, no andar, nas atitudes e comportamento.    Seria bom que fosse politizada (mas nenhuma Amal Alamuddin*) que soubesse da luta das mulçumanas pelos seus direitos e que fosse inteligente sem ser prepotente (como Adélia Prado e Lia Luft).       Para ser prática: tem que ser carismática, exuberante, sedutora, moderna, capaz de assimilar informações com surpreendente rapidez e tomar decisões sem voltar atrás. Ser organizada, dramática, às vezes ser chorona, e se emocionar à toa (é charme). Tem que ter classe, estilo, a cabeça no lugar e “sem grilos”, aceitar os desafios da vida, camuflá-los e mostrar todas as suas qualidades.       É fundamental saber cozinhar (apesar dos deliverys ), mas como hobby . Gostar de crianças, chuva, arco-íris e pôr do sol, de jazz , rock e balada romântica, teatro, dança, cinema e que tenha assistido pelo menos uma vez a deliciosa comédia romântica Sabrina, com Audrey Hepburn.      Essa Mulher ideal deveria saber quem foi Yoko Ono, Frida Kahlo, Manet (Édouard), Monet (Claude), Coco Chanel, Edith Piaf, Billie Holliday, Isadora Duncan, Cecilia Meireles, Clarice Lispector e gostar das poesias de Carlos Drummond.       Tem que ser narcisista, como disse Gore Vidal, escritor americano, ‘o narcisista é alguém que parece mais bonito e bem tratado do que você’. Observadora, curiosa, intrigante, carinhosa, gentil, meiga, petulante e determinada. Que saiba apreciar tanto uma joia luxuosa Cartier, quanto uma simples peça artesanal e que elas sejam versáteis, confortáveis e sobretudo belas, as joias, é claro!      A Mulher ideal (se é que ela existe), tem que ser estilosa, porque o estilo é que a faz única, singular, objetiva, informada, precisa; ‘só os tolos não julgam pelas aparências’, já dizia Oscar Wilde, escritor irlandês, por isto a imagem é fundamental.      Seria bom que a Mulher não dissesse tudo o que pensa e parasse de reclamar, que deixasse de ser a Gata Borralheira e fosse sempre a Cinderela.      Anjos e demônios caminham juntos e às vezes habitam um só corpo**, nada mais interessante para definir o que é ser mulher neste mundo hoje.       Na realidade estamos falando desse ser especial, único, cheio de luz, que diverte, ensina, faz refletir e gera vidas, a MULHER.       São necessárias essas e mais centenas de milhares de outras características para chegar, verdadeiramente a MULHER IDEAL.       Mas se você se apaixonar, não é preciso que ela tenha todas ou algumas dessas características para que você largue a casa, a família, os amigos e faça tudo, o que ela quiser, onde ela quiser, do jeito que ela quiser; porque amor assim é que é bom.   * Advogada dos direitos humanos e mulher de George Clooney ** Santo Agostinho Texto escrito em 2002, publicado hoje em homenagem ao ícone da moda Karl Lagerfeld falecido em 19/02/2019 Foto: Divulgação Google Sobre a colunista: Maria Terezinha de Melo é e scritora, jornalista, gastrônoma e teóloga, além de mãe de dois filhos humanos e um de quatro patas. Sempre exercita o dom da escrita nas horas vagas, principalmente no período de repouso das suas inúmeras cirurgias ortopédicas já realizadas. A partir de agora, ela irá compartilhar no Blog  da LookBe seus textos leves, divertidos e deliciosos!  
21/02/2019
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