Nem tudo é planejado no mundo dos negócios. Camila De M. Bessa e Luísa Santiago começaram investindo, conforme o mercado respondia. O afinamento entre as sócias da Lookbe não garante apenas a escolha de cada peça que vai compor o estoque de centenas de vestidos, mas o crescimento da empresa.  Ouça aqui a coluna Negócios BH da jornalista Inácia Soares:
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Por Roberta Valença*   Como todo mercado, a indústria têxtil e de confecção, vitais para o consumo da moda, também têm se enxergado num contexto mais sustentável, mesmo que ainda por uma questão legal.   Temos acompanhado vários casos midiáticos como o da Nike, Zara, lojas Emme etc., que caíram na armadilha da mão de obra barata, em países como Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong, Indonésia, Índia e Paquistão, e que pagaram um preço alto por não dar a devida atenção a uma “simples” terceirização de serviços.   A globalização tem sido peça chave na reformulação de aspectos como reestruturação da cadeia produtiva e reorganização do processo produtivo, onde a terceirização de um serviço é vista como componente de fiscalização e controle. A China, que hoje é líder mundial no mercado têxtil e de confecção, tem como questão primária a adaptação às novas leis que regem o mercado no tocante de meio ambiente e trabalhista.   O Uniethos lançou recentemente uma pesquisa sobre o setor, onde avalia a Sustentabilidade e Competitividade na Cadeia da Moda (estudo completo no site: uniethos.org.br). Constatou-se que hoje, o que diferencia os grandes players no mercado é a abordagem estratégica. A Sustentabilidade e Inovação são estratégias centrais da Indústria Têxtil europeia, por exemplo, enquanto na China o foco é o aumento de produtividade e qualidade.   Quem disser que ser sustentável não está na moda, literalmente não está na moda também... Neste ínterim, o Brasil tem o desafio de elaborar novas estratégias de negócios, novos padrões tecnológicos, modernizar pequenas empresas e, principalmente, contar com políticas mais efetivas de inovação e qualidade de mão de obra.   A pesquisa revela também que o Brasil é um dos maiores produtores têxteis e de confecção do mundo, sendo o 5º no segmento têxtil e o 4º no de confecção, cuja produção média é de 9,8 bilhões de peças de vestuário, cama, mesa e banho. No entanto, o grande gargalo ainda é representar um volume maior de exportações.   Segundo o Iemi (Instituto de Estudos e Marketing Industrial), o Brasil está na 23ª posição dentre os maiores exportadores têxteis e na 80ª posição dentre os maiores exportadores de vestuário. Para se ter uma capacidade competitiva internacional, será preciso extrapolar a questão da sustentabilidade no modelo de negócio existente.   Hoje, cada vez mais, há uma necessidade de se olhar para todas as áreas da empresa e analisar de um ponto de vista integral o que trará ganhos significativos verdadeiramente. Será que é reduzindo custos em mão de obra barata e para isso se utilizar de trabalho escravo/infantil ou atuar na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias mais limpas e realmente mais eficientes? Um processo de tintura de tecido que utiliza 80% menos água, cobre a diferença de se terceirizar trabalho infantil, por exemplo? As empresas devem e precisam começar a fazer esses questionamentos.   Do ponto de vista da sustentabilidade, cada vez mais, as empresas serão responsáveis pela cadeia produtiva onde estão inseridas e juntamente com isso, cresce a necessidade de saber exatamente onde, quando e como cada operação se realiza. Hoje, já temos muitas empresas que dão uma atenção especial a esse ponto, principalmente em relação à terceirização de serviços, desde a colheita do algodão que envolve uso de pesticidas e fertilizantes, água, condições degradantes de trabalho rural, geração de resíduos tóxicos e emissões de CO2, até a utilização pelo consumidor.   E, olhar de forma sistêmica e sustentável todo esse processo, pode gerar novas possibilidades de se fazer as mesmas coisas de forma mais eficaz. O desenvolvimento da cadeia de fornecedores é um fator crítico para a participação no comércio global. Para além disso, temos várias frentes e que andam em diferentes passos, mas a soma tende a seguir o caminho da sustentabilidade. Os estilistas, por exemplo, atuam em outra ponta, buscando novos materiais e apostando em reaproveitamento de tecidos, há muita coisa boa, como o biomimetismo – estudo e imitação das melhores ideias da natureza para ajudar a resolver os desafios humanos: a ciência inspirada na natureza que costuma inspirar muito no design de artigos da moda.   De outro lado, mudanças no comportamento do consumidor também auxiliam nessa demanda, por meio da exposição de opiniões em mídias sociais, apoiando o consumo consciente. A crescente venda pela internet (e-commerce) também surge como um exemplo de ideias estimuladas pelo consumidor na busca de novas formas de consumir, de qualificar e mudar a relação com o produto.   O que podemos enxergar nisso tudo é que há uma tendência de que o pensamento sistêmico com vistas a sustentabilidade se torne parte integrante de todo e qualquer processo no mundo da moda. Quem disser que ser sustentável não está na moda, literalmente não está na moda também...   *Roberta Valença é CEO da Arator, companhia especializada em projetos completos de sustentabilidade com inovação.             http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2014/artigo-ser-sustentavel-esta-na-moda    
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